Uma postagem do site YouPix que me fez repensar um velho dito popular.

O texto ( http://youpix.virgula.uol.com.br/app/yo-aplicativo-geracao/ ) fala sobre o sucesso do aplicativo Yo, um dos mais baixados no Google Play e na App Store com mais de 160 mil downloads.

Segundo o YouPix, “o Yo é um app gratuito em que você cria um usuário, uma senha (não precisa se conectar com o Facebook ou um e-mail), adiciona os seus amigos, aperta um botão e manda um “Yo” pra eles. E só.”.

Na sequência o autor do texto, o jornalista Pedro Katchborian, faz uma relação sobre fenômenos como o Yo, o Flappy Bird e o Snapchat com essa geração e esse tempo onde “há tantas possibilidades para os desenvolvedores, tantos recursos, que às vezes esquecemos que o simples pode ser muito viciante.”

Estamos acostumados a ouvir que o simples é o mais difícil, que o óbvio também precisou ser descoberto, etc. No meio dessas conversas não raro salta um “simples, sem ser simplório”. E foi essa expressão que me instigou. Será que não pode ser simplório mesmo?

Nos dicionários da internet o significado de simplório é repetidamente descrito com os termos humilde, ingênuo, fácil de enganar. Continuando a reflexão proposta pelo jornalista, digo que as novas gerações não tem a aversão ao simplório imposta pela máxima popular.

Esta mais claro para os jovens de que ser enganado não é um erro. O enganador sim é réu. E é essa postura que auxilia na crença dos conceitos de parceria e compartilhamento. Assim, ser simplório pode ser o ato definidor para o lançamento de novas ideias, novos movimentos, novas empresas e novos comportamentos.

 

*Filipe Techera ja trabalhou em projetos de pesquisa de comportamento e tendências para marcas como Nike, Pepsico, Fiat, Vivo, Unilever, entre outras. Hoje é contratado do Esquenta! da Rede Globo, alem de ser consultor comercial e de imagem. Para ele TV + INTERNET = S2.

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