O Figurino de OZ

O Figurino de OZ

 

Com estreia em 8 de março, o novo filme da Disney “Oz, Mágico e Poderoso” promete deixar as fashionistas de queixo caído com os looks. O figurinista Gary Jones e o designer Michael Kutsche, além de uma equipe formada por 60 figurinistas, costureiras, artistas têxteis e tintureiros, criaram quase 2 mil peças para o longa. Eles trabalharam em todos os tipos de personagens, dos Munchkins, Quadlings e Tinkers (personagens fascinantes da terra de Oz), incluindo as três bruxas Evanora (Rachel Weisz), Glinda (Michelle Williams) e Theodora (Mila Kunis), e claro, Oz, vivido por Fames Franco.

 

 

Gary Jones é um veterano das telonas com um currículo extenso em grandes produções. Com Sam Raimi, diretor de “Oz, Mágico e Poderoso”, já havia trabalhado em “Homem Aranha 2”. Além de outras produções como “Vestida para Matar” (Brian De Palma), “Idas e Vindas do Amor”, “O Diário da Princesa” e “Ela é Poderosa”, de Garry Marshall, e “Tio Vania em Nova York” (Louis Malle). Já Michael Kutsche é um premiado artista alemão. “Alice no País das Maravilhas” foi a sua porta de entrada na sétima arte, quando desenhou personagens para o filme de Tim Burton. Desde então tem desenvolvido personagens para a Disney como “John Carter”, (Andrew Stanton), e “Thor” (Kenneth Branagh) e “Robopocalypse” (Steven Spielberg), previsto para 2014.

 

“Os desenhos de Michael retratavam os personagens em seus trajes, como se já estivessem em cena, e eles são fantásticos”, elogia Sam Raimi. “Logo de cara, ele teve uma visão das imagens que se encaixavam perfeitamente no ambiente criado por Robert Stromberg”, (production design).

 

Kutsche encarregou-se de refletir o ambiente dos personagens nos trajes que criou para o filme. Ele se inspirou nos sets desenhados por Robert. “Eu acho que a coisa mais importante para mim foi que as roupas não parecessem mera figuração, mas realmente fizessem parte daquele mundo”, comenta Kutsche. “Os desenhos de Robert e do departamento de arte foram um excelente ponto de partida porque eles já haviam colocado uma linguagem muito distinta neles”. Kutsche começou o processo desenhando algumas páginas de esboço com um lápis, refletindo como ele caracterizaria o personagem, de acordo com sua personalidade, ambiente que estava inserido e status social. Com o desenho definido ele criava uma versão colorida e passava para o computador, onde o personagem ganhava vida com cores e detalhes definitivos.

 

Gary Jones e Kutsche tiveram várias conversas sobre os desenhos de figurino e com quais materiais os trajes poderiam finalmente ser feitos. Kutsche tinha ideias muito claras sobre como ele queria retratar os personagens e quais seriam as especificidades de cada look.

 

 

Oscar Diggs aka Oz

 

O figurinista Gary Jones trabalhou lado a lado do diretor Sam Raimi e do ator James Franco para conceber o look de Oscar Diggs, aka Oz. “Enquanto eu preparava a roupa do personagem, Sam já tinha uma ideia clara do que ele queria. Encontrei com James também e nós caminhamos para a mesma direção, isso foi fantástico!”, conta Gary.

 

A pesquisa de Jones para criar a roupa de James Franco o levou a uma viagem que tinha um significado nostálgico, ele já havia trabalhado com o famoso circo Ringling Bros. “Nossa história começa em um circo, que é a parte mais historicamente precisa do filme. Nós pesquisamos tudo, dos circos mais modestos até os maiores, durante o período entre 1880 até 1930. Ter trabalhado novamente com o ambiente circense foi realmente incrível pra mim”, diz Gary.

 

Com inspiração e algumas fotos antigas em mãos, Jones encontrou o ator James Franco, em um café no SoHo (NY), onde ele compartilhou as fotos que ele tinha trazido da virada do século. Algumas eram de Alexander Graham Bell, algumas dos irmãos Wright, todas eram de pessoas que L. Frank Baum (autor de “The Wonderful Wizard of Oz”) admirava. “Eram referências com que começamos até chegar ao guarda-roupa final de OZ, um terno preto com corte da virada do século, que eu tenho muito orgulho de ter concebido”, conclui Jones.

 

“Eu tenho apenas um traje neste filme, um terno de três peças que Oz usa em Kansas”, conta Franco. “Eu acho que é seguro dizer que foi meu traje favorito neste filme. Sabendo que as pessoas se vestiam muito bem nos tempos antigos, eu gostei muito de usar um terno de três peças”.

 

O guarda roupa das bruxas

 

 

São três bruxas distintas no filme: Evanora, Theodora and Glinda, cada uma deveria ser vestida com uma roupa que refletisse não só a personalidade, mas as características em volta de cada uma delas também. Sobre a criação do visual das irmãs Evanora e Theodora, Kutsche diz: “Eu comecei analisando o trabalho do Robert e como ele imaginou o mundo de Oz. Usei este ponto de partida para iniciar o figurino delas porque havia uma certa lógica em seus desenhos que eu queria que transparecessem na caracterização dos personagens”.

 

Para Evanora, a governadora de Emerald City, o ponto de partida foi olhar a arquitetura da cidade. “Eu queria muito que ela não fosse só uma pessoa neste lugar, mas que representasse esse lugar. As formas e cores do guarda roupa dela refletem a arquitetura de Emerald City, que tem inspiração na Art Deco. Então, parecendo e refletindo isso eu poderia fazê-la um ser mais poderoso, que se destacasse diante dos outros cidadãos e das outras bruxas também”, explica Gary.

 

Uma vez Kutsche esculpiu os looks dos personagens em um desenho bidimensional, o figurinista Jones começou o seu processo de trazer as ilustrações para a vida com os tecidos escolhidos. “Com Evanora, tivemos uma pequena inspiração na Duquesa de Windsor, por causa da silhueta icônica, e voltamos para os desenhos de Michael”.

 

Para definir as tão opostas feiticeiras (Evanora and Glinda) pelas roupas, Jones explica o processo: “As bruxas são claramente clara e escura, boa e má. Nós usamos um verde mercúrio, que tem tudo a ver com a Emerald City desenhada por Robert, para representar Evanora. Glinda, claro, é basicamente a garota pura da história, e nós criamos três vestidos brancos para o personagem de Michelle Williams. Sobre a transição dos looks durante o decorrer da história, a atriz conta: “A primeira vez que vemos Glinda, ela é mais recatada, envolta nestes tecidos muito delicados. Então quando a batalha começa a roupa dela muda, se adaptando para algo mais resistente, como uma armadura de fada/princesa”.

 

Quando encontramos pela primeira vez a irmã mais nova de Evanora, a encantadora e vulnerável Theodora, ela está usando uma roupa vitoriana de montaria, com um enorme chapéu vermelho de veludo que Kutsche criou quando ele dava vida ao personagem ainda no esboço feito a mão. “Há uma observação no script sobre ela usar calças e uma blusa branca. Fora isso eu poderia trabalhar livremente no seu figurino”, conta Kutsche.

“O chapéu está no mundo da fantasia, ao mesmo tempo que continua sendo uma peça de época. Eu pesquisei a moda por volta de 1900 quando as pessoas usavam incríveis chapéus estranhos. O look de Theodora é quase uma colcha de retalhos de diferentes períodos que faz com que não pareça com nenhuma época específica. E é isso que eu acho que dá um pouco esta sensação de fantasia”, complementa Kutsche.

 

Comparando as irmãs bruxas Evanora e Theodora, o figurinista Jones afirma que “uma das primeiras vezes em que as personagens apareceram juntas, você percebe que elas têm semelhanças apenas no corte de suas roupas. Mas são dois mundos completamente diferentes. Theodora (Mila) tem um “q” de esportista enquanto o figurino de Evanora (Rachel) é um pouco mais como uma imperatriz”.

 

 

 

Sobre o filme

 

A aventura fantástica da Walt Disney Pictures Oz, Mágico e Poderoso, dirigida por Sam Raimi, imagina as origens do adorado personagem de L. Frank Baum, o Mágico de Oz. Quando Oscar Diggs (James Franco), um inexpressivo mágico de circo de ética duvidosa é afastado da poeirenta Kansas e acaba na vibrante Terra de Oz, ele acha que tirou a sorte grande – fama e fortuna o aguardam – isso até encontrar três feiticeiras, Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams), que não estão convencidas de que Oz é o grande mágico pelo qual todos estão esperando. Relutantemente envolvido nos problemas épicos que a Terra de Oz e seus habitantes enfrentam, Oscar precisa descobrir quem é bom e quem é mau antes que seja tarde demais. Lançando mão de suas artes mágicas através de ilusão, ingenuidade e até de um pouco de magia, Oscar se transforma não apenas no grande e poderoso Mágico de Oz, mas também em um homem melhor.

 

Oz, Mágico e Poderoso é produzido por Joe Roth e escrito por Mitchell Kapner e David Lindsay-Abaire (créditos preliminares). Grant Curtis, Philip Steuer e Palak Patel são os produtores executivos. Oz The Great and Powerful estreará nos cinemas nos EUA em 8 de março de 2013.

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