O titulo é chato, eu sei. Soa mais ou menos como aquela matéria optativa de faculdade que você provavelmente jamais escolheria, ou como aqueles cursos de auto ajuda feito pelos conhecidos “tudólogos” (pessoas que sabem de tudo um pouco, e nada sobre tudo). Mas juro que não é meu objetivo e se você tiver um pouco de paciência talvez consiga te abrir os olhos para uma questão interessante.

Há algum tempo atrás, em uma das minhas várias pontes aéreas, li na revista 29horas uma matéria sobre Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC SP. Não vou ficar aqui tecendo elogios sobre ele, nem falar sobre suas incríveis conquistas na área da cultura, vale apenas lembrar que, ninguém menos que Fernanda Montenegro, enviou a Dilma um abaixo assinado pedindo que o colocasse como Ministro da Cultura.

Mas voltando ao assunto, Danilo a frente do SESC há 30 anos, disse uma coisa que me intrigou. E agora estou aqui dividindo com vocês. “A educação entendida somente como transmissão de habilidade, no sentido de aprender a fazer, não necessariamente dá autonomia ao indivíduo. Isso só acontece se, com a educação, vierem os princípios de valores individuais, de elementos que tornam a pessoa capaz de reconhecer o mundo a sua volta, de respeitar o outro e ter confiança em si mesma”. Ou seja, a literatura, o teatro, as artes em geral que trazem esses valores.

Convido vocês a refletirem sobre essa questão. Se é a cultura que nos torna independentes, com discernimento para agir, pensar, analisar, sentir, entre outros, então por que não damos a ela o valor necessário? Preguiça? Medo de sofrer? Medo de pensar? Duvido…

Estamos em ano de Copa do mundo no país, e em função disso, o teatro coitado… O que já se engatinhava agora parou, parou para ver a seleção brasileira passar. E eu paro também, espero a euforia passar, para aí então, tentar reviver a minha independência de pensamento: O teatro.

 

* ”Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a atuar; comprove se ele estende as raízes até o ponto mais profundo do seu coração, confesse a si mesmo se morreria caso fosse proibido de atuar. Sobre tudo isto: pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa da madrugada: preciso atuar? Desenterre a resposta mais profunda. E, se ela for afirmativa então construa sua vida de acordo com tal necessidade.” Faço dessas palavras as minhas… sou apenas mais um apaixonado pelo teatro!

 

Share →

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>